quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Algures, para lá do arco-íris...
Mas o facto de hoje me ter lembrado d' "O Feiticeiro de Oz" não tem a ver com a história em si, mas com a "yellow brick road". Porque ela simboliza um caminho a seguir. Um caminho que todos temos de percorrer, seja para voltarmos para casa, seja para conseguirmos coragem, um novo coração ou até um cérebro que se resolva a pensar. Fazer o nosso próprio caminho é um objectivo que tem de estar sempre presente. Até podemos olhar para trás, até podemos ter vontade de voltar para trás, mas nada de novo trará essa atitude. Olhar o caminho percorrido é bom para termos consciência do que já passámos, dos obstáculos que ultrapassámos, do que vivemos... mas são tijolos que já pisámos, não os precisamos de percorrer outra vez. Olhando para a frente, percebemos que ainda temos tanto para andar, umas vezes sozinhos, outras vezes acompanhados, seja de um homem de lata sem coração, de um espantalho sem cérebro ou de um leão sem coragem. Cada um deles quer ver o seu desejo realizado, tem o seu próprio propósito para ir visitar o Feiticeiro. E até podemos fazer o caminho todos juntos - até porque a união faz a força! - mas os objectivos são diferentes, os desejos não são iguais. Mas uma coisa eu sei:
Algures, para lá do arco-íris
Lá bem alto
Existe uma terra sobre a qual eu ouvi falar
Uma vez numa canção de embalar
Algures, para lá do arco-íris
Os céus são azuis
E os sonhos que te atreves a sonhar
Tornam-se realidade
Um dia farei um pedido a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estejam longe
Mesmo por trás de mim
Onde os problemas derretam como rebuçados de limão
Longe do topo das chaminés
É lá que me encontrarás
Algures, para lá do arco-íris
Pássaros azuis voam
Pássaros voam sobre o arco-íris
Por quê, então, porque é que eu não posso?
Se os passarinhos azuis voam
Para além do arco-íris
Porque é que eu não posso?
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Andei o fim-de-semana todo com esta música na cabeça...
I've got another confession to make
I'm your fool
Everyone's got their chains to break
Holdin' you
Were you born to resist or be abused?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Are you gone and onto someone new?
I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn't have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
I swear I'll never give in
I refuse
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Has someone taken your faith?
Its real, the pain you feel
You trust, you must
Confess
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Oh...
Oh...Oh...Oh...Oh...
Has someone taken your faith?
Its real, the pain you feel
The life, the love
You die to heal
The hope that starts
The broken hearts
You trust, you must
Confess
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
I've got another confession my friend
I'm no fool
I'm getting tired of starting again
Somewhere new
Were you born to resist or be abused?
I swear I'll never give in
I refuse
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Has someone taken your faith?
Its real, the pain you feel
You trust, you must
Confess
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Oh...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A ferida
Lembro-me de quando era pequena. Das brincadeiras. Da única preocupação que tinha era de não ter tempo de as acabar. Nunca fui competitiva, por isso não me importava de ser a última nas corridas ou de não conseguir chegar à fase final do jogo do elástico, quando este estava já por cima das cabeças das amigas que o seguravam com os braços esticados. O que eu queria era divertir-me. O que eu queria era chegar a casa e contar as minhas tropelias. E se nelas pudesse incluir uma ferida ainda melhor. Porque quando brincávamos, os sítios escolhidos eram tudo menos alcatifados, o que implicava que, volta e meia, nos atrapalhássemos com as pernas e mais os atacadores desapertados e a pressa de não sermos apanhados ou de chegarmos em primeiro e... trambolhão na certa! Resultado: joelho esfolado, antebraço raspado e pranto imediato. Lágrimas pela dor que estávamos a sentir mas também pela reprimenda de só brincarmos ao "mata e esfola". Lá vinha a água oxigenada entornada em algodão, o mercuriocromo e o penso rápido. Mas, no dia seguinte, era o orgulho: poder chegar à escola e mostrar... a ferida. Ainda sem se poder ver a dimensão do estrago - já que estava resguardado pelo penso rápido - era uma alegria quando perguntavam "Então, o que é que te aconteceu?". Aí, éramos os maiores e, dependendo da maior ou menor capacidade de mentir,contribuindo assim para esticar ou não a história, contávamos a aventura que nos proporcionou... a ferida. Passado uns dias, o penso caía e a ferida ficava exposta e acompanhávamos a evolução desta com muita atenção, arrancando a crosta porque fazia comichão, depois vinha sangue outra vez, depois outra crosta... no fim, lá ficava a marca daquela correria que não "correu" bem.
É engraçado verificar que antigamente, tínhamos orgulho em mostrar a ferida e quanto maior esta fosse, mais valentes nós éramos por termos sobrevivido a tal desaire. Hoje, as feridas que mais doem são diferentes. São feridas interiores, já não estão expostas no corpo. Já não temos orgulho em mostrá-las, porém, continuamos a querer arrancar-lhes a "crosta" e a fazê-las sangrar. Estas feridas custam a cicratizar, mantém-se abertas por mais tempo não só porque lhes arrancamos a crosta mas também porque não as desinfectamos, não lhes pomos um penso rápido. Estas feridas não saram sozinhas, precisam de tratamento adequado. Estas feridas deixam marcas como as outras, mas também como as outras, com o passar do tempo, essas marcas são tão pequenas que serão apenas recordações de aventuras que passámos. E aí, com o passar do tempo, talvez tenhamos até orgulho em falar delas.
É engraçado verificar que antigamente, tínhamos orgulho em mostrar a ferida e quanto maior esta fosse, mais valentes nós éramos por termos sobrevivido a tal desaire. Hoje, as feridas que mais doem são diferentes. São feridas interiores, já não estão expostas no corpo. Já não temos orgulho em mostrá-las, porém, continuamos a querer arrancar-lhes a "crosta" e a fazê-las sangrar. Estas feridas custam a cicratizar, mantém-se abertas por mais tempo não só porque lhes arrancamos a crosta mas também porque não as desinfectamos, não lhes pomos um penso rápido. Estas feridas não saram sozinhas, precisam de tratamento adequado. Estas feridas deixam marcas como as outras, mas também como as outras, com o passar do tempo, essas marcas são tão pequenas que serão apenas recordações de aventuras que passámos. E aí, com o passar do tempo, talvez tenhamos até orgulho em falar delas.
terça-feira, 23 de junho de 2009
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