sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Desculpa

Não é difícil. E muitas vezes até alivia. É mais fácil dizer do que se possa pensar e não se fica menos homem ou menos mulher por se dizer. Muitas vezes é sinal de carácter, humildade, respeito, integridade. A palavra "desculpa", quando usada para conseguir o perdão por alguma coisa, é uma lutadora: travas lutas intemporais com o orgulho. E a vitória ora cai para o lado de um, ora para o lado do outro. A diferença é que quando a vitória cai para o lado da "desculpa", ganham todas as partes (mesmo aquela que julga que perdeu ao pedir "desculpa"); quando vence o orgulho, geralmente, há sempre uma parte que fica a perder...
Não tenho medo de pedir desculpa. Ás vezes, até acho que peço demais e isso também não é bom. Mas quando peço, quando a peço consciente de que a mereço, e quando ela é aceite, é como se me tirassem uma tonelada de cima das costas; como se uma chave invisível abrisse a porta do meu sorriso; como se, de repente, me crescessem umas asas enormes e eu pudesse voar, cada vez mais alto...
Se te magoei, se te fiz sofrer, se te disse alguma coisa mais ríspida, se te falei de uma forma mais brusca, se agi ou reagi de uma forma errada... peço desculpa.
Se existo, se sinto, se sorrio ou choro... orgulho-me disso!

sábado, 18 de novembro de 2006

Free Hugs Campaign.

Adorei a mensagem! Eu não fazia melhor...

Let it rain

"Deixa chover. Deixa chover, porque é bom, porque assim limpa o ar." Desde pequena que ouço dizer estas palavras, quando num dia fortuito, o céu decide abrir a torneira e descarregar o acumulado de água que há muito estava armazenado em nuvens brancas fofinhas. Mas nunca ninguém me disse se era bom ou mau se as estrelas começassem também a chover. Não que isso já não aconteça... mas que acontecesse de uma maneira mais intensa e mais frequente. De uma maneira que, a dada altura, a lua ficasse pendurada num céu escuro, sem nada a seu redor que a ajusse a iluminar a Terra... Assim como a lua precisa das estrelas, também eu preciso das minhas... não para brilhar mais do que elas (longe disso!), mas para que elas me ajudem a brilhar. E quando uma das minhas estrelas pensa que é uma gota de chuva e quer cair de uma nuvem abaixo, quer deixar-se levar por uma enxurrada, é como se o meu céu perdesse uma parte do brilho. As estrelas não são feitas de água, portanto não podem chover... pelo menos, não da maneira que chove a água! Não quero que as minhas estrelas chovam, pois elas são o meu brilho, a minha luz, a minha vida, a minha razão de viver!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Cola-corações

Quem disse que as estrelas não têm coração, é porque nunca conheceu nenhuma. Ou, pelo menos, nunca se deu ao trabalho de prestar a devida atenção. Mas a verdade é que elas têm. E é tão puro, e é tão frágil, e tão grande e ás vezes tão vivo... é um coração que bate, ora mais depressa, como nos primeiros tempos da adolescência, quando vemos a aproximar-se a passos largos o nosso primeiro grande amor; ora mais devagar, quando estamos a sofrer por causa do nosso último grande amor.
E é nessas alturas que eu gostava de ter um tubo de cola-tudo especial. Especial para corações partidos. Porque se já é dificíl os ver a rachar, então quando já estão partidos, é do pior que pode haver e que o mundo tem para mostrar. Isso e lágrimas... mas disso já falei. E não gosto de voltar a falar de coisas de que não gosto!
Posso não ter um tubo de cola-corações, ou não ter um lenço gigante do tamanho do céu para enxugar as lágrimas, mas tenho uma mão para segurar na tua e te transmitir paz; tenho um ombro onde podes recostar a cabeça e não dizer nada; tenho dois ouvidos sempre prontos a escutar o que quiseres dizer; tenho uma boca para te dizer "gosto de ti" e "vai ficar tudo bem", que te vai lançar um sorriso que te vai obrigar a retribuires-me com outro... E mesmo que o teu coraçãozinho não fique de imediato inteiro, pelo menos, pode ficar remendado. Então se, de facto, conseguir arrancar-te um sorriso, então o meu dia está ganho e o meu céu volta a ter um brilho especial: é uma estrela cuja luz parece apagada, mas, na verdade, está só um bocadinho mais longe do Sol...